Quinta-feira, 3 de Abril de 2008
O que fazermos no tempo de sobra? (se é que o temos verdadeiramente...)

Reflectimos na nossa vida, ao longo da história. Passamos horas e horas a recordar momentos, a chorar tragédias, a atormentarmo-nos pelo tanto que não dissemos a alguém, a matutar o futuro e como tudo poderia ter sido tão diferente, a lamentar discussões, a rir de mágicos momentos, a ter saudades do passado...
Todos nós temos a nossa experiência de vida! Isso é indiscutível. Experiências mais reais, outras mais ficcionadas, outras mais dolorosas, outras mais gratificantes... Não interessa! Somente é importante aprendermos com os erros de outrora para não voltarmos a cometer tais asneiras imperdoavéis... Somos testemunhos da nossa verdade e de com quem convivemos. Completamo-nos com os amigos que temos durante esta longa caminhada que só termina no infinito. Não há duvidas que o percursso é longo e o cansaço aumenta a cada segundo.
A tristeza abate-se sobre nós rapidamente. Basta uma simples ocasião para o nosso mundo ser destruido, ser desmoronado, ser implacavelmente demolido. Não é facil viver! Ninguém disse que seria... Mas, vale a pena viver para conhecermos o desconhecido. A vida dá-nos oportunidades únicas e raras que, sabemos aproveitar ou desperdiçamo-las e, então continuamos a caminhar pelas ruas do mundo. A certa altura, por obra do acaso ou do destino foi me dado o ensejo de conhecer-te... Obviamente, (e infelizmente é assim que nós lidamos com o mundo mas, até sofrer-mos verdadeiramente e acabarmos por aprender...) olhava-te como mais uma “estranha”... Uma simples personagem que caminhava por aí... Sem magia, sem encanto, que vivia num universo só seu, rodiada de futilidades...
Perdoa-me! Confesso que estava completamente errado! Afinal a “tal” transformou-se em “companheira”, em uma “grande amiga”, em mais um “sorriso feliz” para a vida... De um momento para outro, tudo se tornou diferente. Nem damos, por vezes, por estas fases de transformações... São tão rápidas que nem nos lembramos dos primeiros passos. A base está construida. A estrutura é sólida e repleta de animação, confidências e cumplicidade. É de louvar tal obra, num mundo onde tudo é discutível. Agora que está tudo bem assente, resta-nos dar continuidade, à criação, e preservá-la. É aqui que está presente a tarefa mais dificil: preservar uma amizade. Não é que seja dificil mas é trabalhoso, porque requere um esforço diário que muitas vezes não existe em ambas as partes. Cabe a nós esta tarefa única, até querermos... Cabe a nós continuar com as boas disposições, as provas de amizade, as alegrias mútuas, ajudas...

Obrigado por me teres aceite, no teu globo, tal como eu sou!
Obrigado por me perguntares se estou bem!
Obrigado por me apoiares!
Obrigado por seres quem és!


publicado por BSH - Bill Stein Husenbar às 22:23 | link do post | comentar

1 comentário:
De Anónimo a 20 de Abril de 2008 às 13:42
www.luso-poemas.net


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