Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Não duvides que me ensinaste... Que me mostraste o mundo. Com esse teu jeito convencida e superior, sempre foste incomparavél. Não caí em ilusão contigo aliás, talvez nunca tenha caído. Amar-te foi uma obra, o céu, o universo.... Para ti, foi somente, a felicidade. Odiar-te? Talvez. Porquê? Não teres sido minha! Seres uma alma livre viajando e sorrindo aos prazeres mundanos. Defeitos nunca te faltaram. Pecavam por serem em excesso. Havia um que... Quanto maior era, mais bela te tornavas... Complicada e dotada de perfeição. Eram sinónimos da tua pessoa... Falar de ti nunca foi fácil! É uma felicidade angustiante recordar-me de ti, uma dor forte mas apetecível, uma voz muda... Passar sentimentos para o papel é uma arte, um dor, raro... É silênciar a chama da minha fogueira do amor e escutar o vento, à noite, na floresta. Superar-te? É um desafio, uma corrida contra o tempo, morte longa, um fim com as minhas lágrimas. Igualar-te? Nunca! Feliz com os teus olhos castanhos, choras em vão... Por quem te ama. Quem te ama, deve chorar! Lágrimas de visões, aspirações, fantasias. Tiveste as tuas decepções mas, não são nada comparadas com as que me deste. Sofreste por mim? Não acredito, não quero acreditar nisso... Se assim foi, tudo não passou de um erro. Vitoriosa sempre te saíste. Derrotada também. Se com tudo isto não aprendeste nada, alguém falhou miseravelmente. Disseste-me muitas vezes. Juras-te algumas vezes... Se alguma vez estarias a ser sincera, nas e com as tuas palavras? Quero acreditar que sim. Se não eram, iludiste-me magicamente. Abraçaste-me sim! Abracei-te! Queres mais? Então porque não vens ao meu encontro? Magoaste-me sim, mas eu melindrei-te mais... Sei que mereci ofenderes-me mas, terá valido a pena? Saudades minhas? Não as deves ter... Do tempo sim, minhas... não acredito! Se estou errado, prova-me o contrário. Eu não consegui esquecer-me de ti! Os anos passaram e o sentimento perdura... Irritada, sempre foste uma alma incomodada, frustrada e demolidora. Não sei se te fiz chorar, mas se assim foi, não foi minha intenção. Para te ver rir? Não é dificil. Sê o sorriso é sincero? Tenho dúvidas. Se te faço rir ainda hoje? Quero acreditar que sim! Falei, fiz o que quis contigo. Perdoa-me. A resposta foi merecida. Nunca quiseste mostrar-me respeito, sempre quiseste ser aquela que devaneia em pensamento pelo mundo... Como me pudeste obrigar a ser sincero e honesto contigo, quando tu não o eras? Nunca te quis controlar... Teu passado nunca me interessou. Somente, me interessou o "nosso" passado... Foi inesquecível todos os momentos, gestos, beijos, palavras... Todos ficaram gravados na minha memória. Presente? Não o quero contigo! Só estar contigo. Futuro? Quem saiba... As locuras de hoje são diferentes das de amanhã. O mundo? Terá sido pequeno ou demasiado grande para nós? Se és criança ou adulta? Terás que descobrir isso nas tuas lágrimas. Prova-as e responde-me. Não sei se me consideras como teu amigo... Respondes-me? Não esqueces quem conheces? Então questiono-te... Conheces-me?



publicado por BSH - Bill Stein Husenbar às 21:16 | link do post | comentar

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