Domingo, 29 de Junho de 2008

Com o imenso calor que fazia, dirigia-me para a saída. O retorno a casa estava para breve e a sensação de dia cumprido era agradável. Sabia que o meu descanso estava a alguns quilómetros de distância mas nada que fosse significativo para mim. Uma dor emergente fazia-me ter uma postura corcunda. Ao de longe, alguém diferente surgia, uma figura simples, doce e singela... A memória já me falha com o quão distante foi o momento. Pensava no que diria, no que fazer, no que dizer... Inevitavelmente virías-me falar! Mas queria estar em forma... Queria sentir-me descontraido quando as palavras começassem a fluir. Queria sentir-te louca por mim. Sentir-te minha, perdida, encantada... Subitamente, disseste um "Olá mor...!" Quisera-te responder enaltecidamente mas, o silêncio abateu-se entre nós... Os corpos aproximaram-se, as tuas mão tocaram-me, o teu rosto tocara-me... Sentira os teus lábios junto aos meus. Procuraste-me na minha boca, onde o calor era uma verdade. Deixara-me embalar nas tuas artimanhas e também procurara-te em mim. Experimentava-te de novo no meio do ruído do mundo... O barulho silenciara-se por entre a paz dos nossos reconhecimentos... Tua língua fora um misto de emoções perdidas no tempo. Um misto de desejo, paixão, saudade e inocência... Abandonei-me e parti em viagem pelo universo das nuvens... Caira em mim quando te afastas-te... Tudo o o resto que me confessaras fora escutado somente pelo irritante barulho de fundo enquanto ainda tentava encontrar o caminho. A mão tremia discretamente. Ainda hoje não sei se era do peso que minhas costam suportavam ou da tua presença endiabrada. Desapareceste... Foras um anjo perdido do teu berço.



publicado por BSH - Bill Stein Husenbar às 12:09 | link do post | comentar

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