Domingo, 29 de Junho de 2008
Intenso desalento,
Em rimas entristecidas,
Texto de aborrecimento
Escrito nas ruas escondidas.

Que uma voz
Soltou um grito
Momentos após,
A vinda do desdito.

Acreditando na fé,
Droga do pobre e iludido,
Passo pelo cabaré
Sinto-me perdido...

Vagueio no pensamento
Que voa despreocupado
Nesse descobrimento
De um infeliz apupado.

Aprecio a ternura,
Caminhando pela rua
Admiro a escultura,
Iluminada pela lua.

Saudades do sonho
Contrariando a realidade,
Tenho um sorriso risonho
Em cada fatalidade.

Devaneios de locura
No escuro do céu
Recheados de amargura
São sinónimos de escarcéu.

Escolhe-se o caminho,
Para reviver o tempo vivido,
De alegrias passadas,
Ou então ficar sozinho,
Sofrer abatido
Entre palavras cruzadas.

A ausência do teu brilho
É olhar é ofuscado
Como a morte de um filho
Com um ar desolado.

Percorres o trilho
Olhando para a esquina
Dizendo que o “amor é um sarilho”
Mas é a tua ruína.

Não temes falhar
Adoras ser diferente,
Acabas de abanar
O sentimento comovente.

Eloquente o amor
Desse cabelo maravilhoso
Deixo de ser pensador,
Passo a ser clamoroso.

Mas quando o dia passar
E a música acabar
Os teus olhos vais fechar
E a sinfonia escutar.

Sinfonia do amor,
Sinfonia dos corpos,
Sinfonia do horror,
Em espaços opostos.

E quando o piano soltar
Aquela última nota,
Nos meus braços vai chorar
E vocifrar pela derrota.

No final
Vais acordar,
E o universo
Ser banal.

Esperando-te entre as palavras
No infinito perdido,
As palavras escalvras
No corpo aludido.

Com o quente da lareira
Olhas pela janela
Vislumbras a ribanceira
Beijando a cidadela.

Estou confuso
Enraivecido, derrotado
Com o uso
Das palavras deste abandonado.

Expresso-as numa forma
Um tanto ao quanto miscelânia
Nesta plantaforma
Totalmente expontânea.

Fantasia de coração sincero
Em vocábulos atordoados
Apenas quero
Beijos abusados.

Venero teu sorriso
Teus olhos de mel.
Será isso um aviso?
Ser-te-ei fiel?

Na meninice
Um beijo te dei
E agora na velhice
Rei serei?

Principe de um castelo
Desmoronado pelas lágrimas
Faço um apelo
Voltem óh sombras ocultadas .

Rimas perdidas
Entre os nossos olhares
Momentos de ternura
Nas noites de luar.

Em mentiras contadas
Dificeis de acreditar
A beleza espalhou-se
Pelo vislumbrar.

Como poderei eu
Resistir a ti?
Sem me perder
No momento em que te vi...

Sonho abortado.
Ando em círculos fechados,
Procurando uma pista,
Nos cabelos aloirados.

Não sei onde a encontre
Que fazer?
Que dizer?
Que pressentimento maldito...

Não sei parar
De pensar em ti,
Recordar o beijo
Que nunca subtituí.

Quero outra vez!
Retornar ao passado
Para a felicidade conquistar
O ápice ultrapassado.

Um homem de branco
Toca violino
Com o rosto triste
Procurando um amigo.

Morro te procurado,
Para mim,
Te recordando,
Em mim.

Gostava de ti
Quando me imploravas,
Me abraçavas
E encantavas

Como será o amanha?
Sem ti
Amantes distantes,
Sem nós...

Estou cansado
De viver assim,
De momentos
Banidos do presente.

Esquecidos
Por entre
Denso e enorme
Nevoeiro.

Que significará isto?
Que dúvidas
Tão inquietantes
Cobrem a minha mente...

Pedi-te um momento
Um beijo
Sincero,
Não em sofrimento.

Tens o céu na mão
O mar na mente
Caminho traçado,
Choro discretamente...

Somos as gotas
Que caem vertiginosamente
Pelos corpros
Procurando a estrela cadente...

Perde-te comigo
No tempo passado,
Na vida desperdiçada,
No jardim desfolhado...

A chuva cai
O suspiro é sofrido,
Encontra-me em segredo
Com o gesto esquecido.

Destinos incertos,
Memória inesquecível,
Leva-me para longe
Desta praia distante.

Não sou o grão
Que gostas de espezinhar
Sou simplesmente
Aquele que te sabe amar.

Amar como outrora,
Por entre o verde das árvores,
Imagem divina,
De teu passado acatares.

Mas tu insurgiste
E, o teu corpo ardia
De extravagância
Sem nenhuma covardia.

Acode-me da confusão,
Em cada gesto,
Em cada decisão.

Abençoa-me como outrora.
Abre o teu regaço
E acolhe-me
Sem embaraço.

Poderei voltar atrás,
Fintar o futuro,
Gritar pelo beijo imaturo
Trocado longe das trevas.

Tenho esperanças
Que tudo possa a voltar
A ser como dantes
E me voltes a complementar.

Felizes, apaixonados,
Desencontrados, irreverentes
Loucamente perdidos
Entre as mentiras do antigamente.

Vem lua...
Ilumina-me as mãos pobres
E imperfeitas
Que sem ti não são nobres.

Quero fugir contigo
Para um mundo distante,
Quero que me voltes a amar
E me deixes inconsciente.

Mas quem sou eu para isso?
Aquele que pede
Perdão sincero,
Como um impreciso.

Será que o tempo não passa
E a vida não me enlaça?

Fui atingido
Pelas minhas
Próprias balas...

Não quero ser
Apenas mais um para ti.
A liberdade
Te quero oferecer...

Quero ser aquele
Que tu possas dizer
Que te mostrava o quanto
O céu era de valer.

Aquele que te apagou
Os dias cinzentos
E te mostrou a luz
Dos suaves adormecimentos.

Tenho saudades da tua pele.
De tocar-lhe e de sentir
O quanto era quente
Só de te abraçar.

Era tão suave,
Tão mágica e macia,
Saudades do toque
Nessa minha fantasia.

Avanças pelo mundo
Sem mim...
Será que fui aquele
Que te mostrou o fim?

Poderá existir
Um amanhã para nós
Unidos
E sós?

Ou no último
Beijo
Eu simplesmente
Morri?

Existe vida lá
Fora debaixo das estrelas?
Ou será que se apagou
Quando a porta fechou...?

A noite não quer terminar!
A chuva é forte
E o vento traz-te
No sopro ofegante...

Ainda me desejas?
Como nunca?
Ou preferes alguém?

Em ti não sei viver,
Não sei escutar.
Amor volta,
Dá-me o que tens para me dar.
 
O que ficou esquecido
Na hora vaga,
Perdidamente
Guardado na praça.
 
Sabes o quanto
Ainda te amo?
Não escondas
O desejo...
 
Vou morrer sozinho
Atormentar-te pelo passado,
Esquecer-me de tudo,
E mostrar-te os meus fantasmas.
 
Tudo se fechou...
A alegria morreu
Nos nossos
Medos.
 
Diz-me!
Grita
O nosso amor
Ao mundo...
 
Salva-me deste
Pesadelo duradouro.
 
Tropecei no caminho
Consumia-te perdidamente
Como se não houvesse,
Mais amanhã...
 
Não quero guiar-me
Apenas atingir o objectivo.
Alcançar-te
Mesmo que a porta esteja fechada...

As promessas
Ficaram perdidas
Fechadas no baú
Das recordações.
E tu surgiste
Sem autorização.
Apenas pediste
O meu coração.

Vou ficar a esperar,
A escrever o nosso futuro
Nas paredes
Da rua.

Quem sabe o que
O amanhã nos poderá ofertar
Esta moldura
De triste locura...

Agarra-me a mão
Esconde-te em mim,
Ouve o silêncio
E vem por aí...

No meu peito bateria
Teu coração
Se assim quisesses essa resignação...

Despedida marcante
Entre palavras e
Choros conformados.

É tarde demais
Para desculparmo-nos
Quanto mais perdoarmo-nos...

Não podemos voltar,
É destino.
Seria contrariar o Divino

Ou poderemos
Ser capazes de o contrariar?
De o desacreditar...

Torná-Lo vunerável
Ás nossas vontades
Imorais.
Seria deplorável!

Como Te sentirias
Se Te enfrentasse?
Não é essa a missão dos homens?
E se questionasse os Teus
Poderes e os acorrentasse?

Devo eu temer-Te?
Ou seguir com a busca,
De um velho erário privado
Escondido entre as nuvens?
Ou então juntar-me
A Ti nesse teu grupo,
Restrito e de excelência,
Em que não me preocupo?

Que trilhos escolher?
O da eterna paz ou o
Da constante loucura em que
Não vou parar de te socorrer?

Seguirei com qual dos dois?

Não há vida para lá
Da triste morte
E quem me garante que
Haja quem me conforte?

E ela?
Ficará entregue ao mundo?
Terei que a abandonar definitivamente
Ou então é de qualquer moribundo...

A onde perde-se no cais
Termina a caminhada
E hoje é dia
De tudo ou nada.

Nas horas de loucura
Pensei que a porta
Ainda estivesse aberta mas,
Iludira-me e ainda era obscura.

O jogo terminou
E no fim quem ganhou?

Terás sido tu?
Eu? Nós?
Ou o mundo?

Quem nos rodeou
Separou-se e desapareceu
Por entre as quimeras
Inolvidáveis.

Junto à praia
O sol leva consigo para
Debaixo do mar
As melancolias e
As exultações
Trocadas entre as imensas
Dunas que se
Agitavam ao sabor do vento...

Fecho esta
Página na minha vida.

Guardo este pranto
Na caixa azul
Que me deste
No tempos em que ainda
Trocavamos caricias

Parto sem mágoas,
Remorsos desta minha
Aventura célebre.

Apenas não quero
Que sintas contrição...

Compreende-me,
Apenas sou uma
Brisa perdida
Pelas praias do amor...

Agora espero que
Cada vez me olhar
No espelho,
Não te encontre...
 


publicado por BSH - Bill Stein Husenbar às 12:14 | link do post | comentar

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