Sábado, 22 de Março de 2008
Será que foi o melhor para ti?

Pela estrada continuas
Caminhando
Sem nada saber,
Sem saberes o que é o melhor para ti,
Como se fosses uma ignorante
Da vida.
Alguém que não sabe o que pretende
Do seu destino,
Que não tem ambições,
Nem sonhos...
E que não deseja sofrer com
A tanha do desejo...
Esse teu génio
Trai-te constantemente,
Meu amor!
Porque lhe continuas
A prestar atenção
A quem mais te deixa mal?
Éramos duas crianças, que repartiam
Brinquedos, abraços e sorrisos inocentes.
Era o melhor tempo
Da minha vida...

Cabisbaixa murmuravas contos antigos,
Que eu tanto gostava
De escutar, com atenção.
O teu clamor ecoava, ansiosamente, pelos
Cantos do meu universo.
Agarravas-me com a tua voz fatal
Com aquela voz melódica, de sereia
E sábia.
O vento leva as tuas lágrimas
Doces pelo caminho
Que outrora traçaste.
Deixas o vento guiar-te
Pelas memórias antigas.
Andas à deriva nas tuas memórias
Que com saudades, recordas.
Percorres sozinha, o bosque das memórias,
O mar da nostalgia,
Encaminhas-te para o
Palco onde nós dançávamos
A melodia ancestral...

Tens saudades?
Ou será
So arrependimento
Pelo que hoje tens?

Perguntaste ao vento por ajuda?
Não, não me espanto de
Tal inconsciente acto!
Quiseste ir amargurada pelo trilho
Da incerteza, da angústia, da infelicidade
E do medo. Porque não me chamaste?
Eu ía contigo!
Não duvides que
Seria um teu fiel seguidor...
Porque teimaste?
Foste feliz ao decidires assim?
Porque rejeitaste a palma da minha mão?
Porque não quiseste tornar-te num
Só único par
E caminhar pela velha praceta?
O sol, hoje, seria feliz
E os sonhos seriam
Possiveis de alcançar!
Contigo quero ser feliz
Como uma pequena criança que
Se diverte com a pura alegria ingénua,
Como um pássaro que voa por
Entre a saudade da vida,
Como uma flor que brota
Na rejuvenescedora Primavera...

A vida para mim
Perdeu-se por entre cadernos
Recheados de confissões,
Entre as infinitas linhas,
De lágrimas e
De tristezas.
Perdeu-se por entre as
Imensas e grandiosas pedras
Que eu erguia no
Nosso incompleto e
Inacabado castelo.
Perdeu-se nos campos e nos trigais
Onde o vento movimentava
O verde do campo...

Quero amar-te mais e mais,
De forma incessante!
Mais do que já amo,
Amar-te como os ingénuos fiéis
Desejam o Tal...
Quero amar-te eternamente...
Não te peço nada em troca, sem ser
A tua presença junto
A mim para sempre.
Quero adormecer nos teus
Suaves braços,
Aquecidos pela fogueira do
Nosso amor.
Quero me perder
Contigo pelo mundo!

Porque não quiseste ser
Encantada com a magia do amor?
Porque não desejaste ver
As estrelas comigo?
Porque não quiseste ver
O pôr-do-sol comigo, naquelas
Tardes de enorme felicidade?
Porque não quiseste
Ser a minha imortalizada
Salvação?

Agora é tarde para
Voltarmos a tentar...
Nada sería como dantes,
Tudo seria tão estranho mas,
No ar sentiria-se uma
Irrogável e letal sensação
De estranheza...
Não posso voltar a
Cair na tentação
Do teu sorriso...
Eu quero mas
Não posso!
Acredita que bem
Gostava mas...
Só te questiono se...

...Será que valeu a pena, essa tua caminhada?




publicado por BSH - Bill Stein Husenbar às 19:21 | link do post | comentar

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